terça-feira, 22 de novembro de 2016

Noite do Livro | Prêmio Açorianos de Literatura

A comunidade literária gaúcha espera a cada ano o mês de novembro para descobrir quais foram as obras indicadas neste que é um dos prêmios mais tradicionais do estado. 


O Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil 2016 terá seus vencedores divulgados durante a Noite do Livro, que acontecerá na próxima segunda-feira, dia 28, às 20h, no Teatro Renascença.

Conheceremos nessa noite os agraciados das dez categorias do prêmio, além do Livro do Ano, dos Destaques de Literatura e do Prêmio de Criação Literária 2016.

Venha participar conosco desta festa que premia e incentiva a literatura gaúcha.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A CLL na Feira do Livro de Porto Alegre


A Coordenação do Livro e Literatura não descansou durante a 62ª Feira do Livro de Porto Alegre. Além da divulgação dos finalistas dos Prêmios Açorianos de Literatura Adulta Infantil e Criação Literária 2016, lançamos, pela Editora da Cidade, quatro títulos inéditos: Os Silêncios de Pedro, de Sergio Napp (com a ilustração de Martina Schreiner), Cecília que amava Fernando, de Caio Riter e as coletâneas Poemas no Ônibus e no Trem 2016 e Histórias de Trabalho 2016. 

Confira as fotos das sessões de autógrafos:



Cecília que amava Fernando








Os silêncios de Pedro














Poemas no Ônibus e no Trem 2016

















Histórias de Trabalho 2016















quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Conheça os Finalistas do Prêmio Açorianos por categoria | Infantil

Os finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil e Criação Literária foram divulgados no dia da abertura da 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, na última sexta, 28/10.

Ao longo dos desta semana, você os conhecerá um pouco melhor por aqui. Assim você chegará na Noite do Livro (Cerimônia de Premiação, em 28/11, 20h, Teatro Renascença) conhecendo todos os concorrentes ao troféu criado por Xico Stockinger e, alguns deles, aos dois prêmios de dez mil reais.

Confira abaixo os finalistas na categoria Infantil e entre conosco na torcida!




Bichológico

de Paula Taitelbaum

Editora Piu

 
   







Bichos daqui, de lá e de além

de Caio Riter

Ilustrações de Anuska Allepuz 

Editora Edelbra

 

   
   



Então quem é?

de Christina Dias

Ilustrações de Rafael Antón

Editora FTD

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Homenagem a João Simões Lopes Neto no ano do centenário de sua morte


Homenagem a João Simões Lopes Neto no ano do centenário de sua morte 
Pesquisa de Ari Riboldi - 19 de outubro de 2016 

Artigos de Simões Lopes Neto 
Recolhi, na vida e nas obras de Simões Lopes Neto e na linguagem regional do gaúcho, itens ilustrativos variados, como se fossem artigos, objetos, mercadorias de um bolicho. É a forma de prestar minha homenagem ao autor que imortalizou a linguagem e o homem do pampa.  

1- Breve biografia 

João Simões Lopes Neto nasceu em Pelotas -RS, em 09 de março de 1865. Morreu em Pelotas - RS em 14 de junho de 1916. Portanto, neste ano de 2016, celebra-se o centenário da morte do autor. Com 13 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde frequentou o Colégio Abílio e, mais tarde, a Faculdade de Medicina. Interrompeu o curso de Medicina no terceiro ano, por motivos de saúde, e voltou a Pelotas, onde permaneceu até a sua morte, em 1916.Na década de 1890, criou uma vidraria e montou uma destilaria, da qual diversos homens de posse da região se tornaram acionistas. A guerra civil no Rio Grande do Sul, porém, estragou os empreendimentos. Em seguida, construiu uma fábrica de cigarros com a marca Diabo. O impacto do nome rendeu algum sucesso, mas pressões religiosas levaram a empresa à falência. Abriu, em seguida, uma moenda de café, criou um elixir à base de tabaco para combater sarna e carrapatos (o Tabacina, que ficou dez anos no mercado) e fundou uma mineradora. Todos os negócios faliram e desperdiçou a riqueza da família. Seu avô, o Visconde da Graça, era um grande proprietário rural. Simões Lopes Neto passou os últimos anos de vida com os parcos recursos que recebia como redator do jornal A Opinião Pública e como professor de Português e Francês na Escola de Comércio de Pelotas. Além disso, o reconhecimento do valor de sua obra literária só veio depois de sua morte, especialmente a partir do lançamento da edição crítica de Contos Gauchescos e Lendas do Sul, em 1949, pela Editora Globo. Em suma, faliu nos negócios, jogou fora a fortuna da família, mas deixou um grande legado imortal: é considerado pela crítica literária o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul. Sua obra deu universalidade à linguagem do gaúcho e às tradições do nosso Estado. Atualmente, a obra Contos Gauchescos e Lendas do Sul permanece como a expressão maior da literatura regional gaúcha.  

-Importância da literatura de Simões Lopes Neto 
  • Conseguiu fazer o registro realista do universo gauchesco; 
  • Utilizou artisticamente a linguagem própria da campanha rio-grandense; 
  • Superou a temática gaúcha, apresentando aspectos universais, entre eles: 
  • confronto entre homem e natureza;  
  • contraste entre o masculino e o feminino; 
Seu maior legado é ter universalizado a figura do gaúcho. Nos contos narrados em primeira pessoa pelo personagem Blau Nunes, retrata com fidelidade a linguagem dos pampas, hoje praticamente perdida no meio urbano. Mesmo em narrativa em primeira pessoa, ele fez largo uso da sintaxe e do vocabulário próprios da linguagem da campanha, mas submetendo-os  à morfologia da norma culta. Ou seja, manteve a linguagem específica local sem romper com a tradição literária, tornando universal também a sua linguagem. Contos Gauchescos e Lendas do Sul é a obra que é reconhecida como a maior expressão do regionalismo gauchesco e que lhe deu universalidade 

3- Obras literárias 

O Boato – teatro – 1884 
Cancioneiro Guasca – coletânea de folclore – 1910 
Contos Gauchescos – ficção – 1912 
Lendas do Sul – coletânea de folclore – 1913 
A Viúva Pitorra – teatro – 1913 
Contos Gauchescos e Lendas do Sul - 1926 e nova edição em 1949 
Casos do Romualdo – ficção – 1952 
Terra Gaúcha – História – 1955 
  
4- Contos famosos 
Trezentas Onças, O Negro Bonifácio, O Mate do João Cardoso, Melancia – coco verde, Jogo do Osso 

 5- Artigos de fé do gaúcho - Autoria de João Simões Lopes Neto 
A maior pressa é a que se faz devagar. Se queres engordar o teu cavalo, tira-lhe um pelo da testa todas as vezes da ração. Fala a teu cavalo como se fosse a gente. Mulher, arma e cavalo de andar, nada de emprestar. Mulher sardenta e cavalo passarinheiro... alerta, companheiro!... Não te apotres, que domadores não faltam... Quando estiveres pra embrabecer, conta três vezes os botões da tua roupa... Quando falares com homem, olha-lhe para os olhos; quando falares com mulher, olha-lhe para a boca... e saberás como te haver.

  6- Vocabulário do gaúcho 
Abichornado - Indivíduo triste, abatido, aborrecido, desanimado, envergonhado
 Barbaridade - Termo usado para indicar surpresa, espanto. Empregado também com o objetivo de destacar, dar ênfase, sob a forma da exclamação: Linda barbaridade!
 Bolicho - Pequeno armazém de secos e molhados. Em feriados e fins de semana, serve como local de encontro onde os homens do campo jogam baralho, bebem um trago e contam causos. O mesmo que bodega.
 Entrevero - Grande confusão de pessoas, animais ou coisas. Desordem. Choque de dois corpos na fúria dos combates. 
Gaudério - Do espanhol platino “gaudério”, indivíduo de má vida. Pessoa sem ocupação, vadio, ocioso, inativo, malandro; gatuno, ladrão; quem vive às custas de outrem, de casa em casa. No Rio Grande do Sul, como termo regional, diz-se de cachorro que anda errante, sem dono, que vai atrás de qualquer pessoa que avista pelo caminho e logo segue outra; pessoa sem destino certo, sem abrigo, sem morada. Atualmente é sinônimo de gaúcho, pois representa a maneira antiga do homem do pampa que vivia errante, de pago em pago, sem morada certa. Inhapa - Regalo, gorjeta, presente que o vendedor dá ao comprador além do que foi combinado entre ambos no negócio. Representa uma forma gratidão do vendedor pelo bom negócio realizado.
 Macanudo - Adjetivo que caracteriza o que é excelente, de boa qualidade; que é admirado pela beleza, força, prestígio, poder, inteligência. 
Taipa - Parede de pedra com ou sem terra para represar água num açude. Parede de pedra para cerco de animais menores, especialmente o porco. Sujeito tapado, idiota, ignorante.
 Talagaço - Porção de bebida alcoólica tomada de uma só vez, num único gole. O mesmo que talagada. 

 7-Expressões regionais do pampa 
la fresca - Expressão para manifestar espanto, surpresa, admiração O mesmo que “a la pucha”. 
À moda miguelão - Dize-se de algo feito de qualquer jeito, sem capricho, sem nenhum cuidado, apressadamente.
 À ponta de faca - Ao pé da letra; de forma radical, sem concessões, sem meias palavras, sem meio-termo. 
Aspa-torta - Sujeito arruaceiro, desordeiro, metido a valentão, que está sempre metido em confusão. 
Arranca-rabo e rabo de cavalo - Briga, entrevero. O rabo de cavalo é um penteado em que se atam os cabelos longos com elástico ou fitas no alto da cabeça, deixando-os pender à semelhança de um rabo de cavalo. O arranca-rabo é confusão, disputa, desavença, discussão, briga onde ninguém se entende. Durante um arranca-rabo entre mulheres, por vezes, uma delas pode ter o rabo de cavalo arrancado. Quando chegam às vias de fato, geralmente as mulheres agarram-se pelos cabelos umas das outras e não os soltam de jeito nenhum. E o que pode acontecer se uma delas tiver um penteado rabo de cavalo com cabelo de aplique? Acabará perdendo o rabo e, provavelmente, também a briga. Entre os povos antigos, cortar a cauda de animais, particularmente de equinos, era troféu de guerra de inestimável valor. Arrancar o rabo do cavalo do inimigo, do chefe adversário, era uma grande proeza, festejada por todos, e demonstração de rara coragem. 
Lavar a égua - A expressão tem origem no turfe, o esporte dos reis e da nobreza. Quando a égua ganhava uma corrida, dando lucro ao dono, este a retribuía com um banho de champanhe. Era um gesto de gratidão e de cavalheirismo do proprietário vencedor para com a fêmea. Se o vencedor fosse um macho, seu destino era voltar à cocheira com o suor do esforço da corrida, porém sem o banho de champanhe, privilégio das fêmeas. É claro que o sentido não se aplica mais ao hábito de banhar o animal. Lavar a égua significa, atualmente, ter uma grande satisfação, conquistar uma grande vitória. Obter um grande lucro advindo, normalmente, do jogo.
 Marca diabo - No Brasil, especialmente no Sul, “marca diabo” virou expressão popular para coisa fadada ao fracasso, negócio natimorto. O responsável por isso é João Simões Lopes Neto, que montou uma fábrica de cigarros, em Pelotas, cuja marca era Diabo. Fez pouco sucesso e faliu. No Rio Grande do Sul, “marca diabo” designa cigarro ruim ou qualquer outro produto de procedência duvidosa. 
Pelo-duro - Termo regional gauchesco, não registrado nos dicionários de linguagem formal e culta. Como adjetivo, designa o cavalo resultante do cruzamento de várias raças, ou seja, o que não é mais puro. Possui também o sentido de gaúcho autêntico, crioulo, genuinamente rio-grandense, Tem a acepção, ainda, de pessoa ou animal sem estirpe (sem raça definida, pangaré, vira-lata). Normalmente, refere-se ao habitante nativo do Rio Grande do Sul - e não ao imigrante ou seu descendente. Versões sobre a origem da expressão: a) pelo-duro por não pertencer a uma raça definida. No caso dos animais, como o cavalo, são as espécies nativas e resultantes de cruzamentos de outras raças. No caso do ser humano, é o nativo, o crioulo (na linguagem gauchesca), o que não é espanhol nem alemão ou italiano ou de outra raça de imigrantes.  b) pelo-duro, tanto para o homem nativo ou animal, porque é resultante do cruzamento de várias raças e se adaptou ao clima local, acostumado às intempéries, ao frio, ao vento, etc. Traz a ideia de que possui pele mais dura, mais resistente. O termo presta-se, ainda, a uma conotação mais pejorativa e preconceituosa, dando a entender que o pelo-duro é um indivíduo mais rude, grosso, de educação menos refinada. 
Preteou o olho da gateada - De acordo com o registrado nos dicionários, gateada pode referir-se à cor dos olhos amarelo-esverdeados, semelhantes aos de um gato; pode também ser a cor do pelo de cavalo ou égua, uma pelagem de cor amarelo-avermelhada, portanto não bem definida. No tocante aos olhos, significa que são vivazes e inquietos. Emprega-se, no sentido figurado, para representar situação complicada, em que alguém se encontra em extrema dificuldade ou em disputa muito acirrada. Na linguagem popular, a pessoa está numa enroscada. Se a cor da pelagem ou dos olhos do animal não estava bem definida, ficou ainda mais obscura e incerta, ou seja, preteou.

 8- Frases típicas da linguagem regional do gaúcho  
 Estar a meia guampa - Estar um pouco embriagado.
 Estar com a barriga no espinhaço - Muito magro e com fome. 
 Estar como carancho em tronqueira - Muito triste, aborrecido.
 Estar de aspa torta - De mau humor.
 Estar na canga - Estar preso ou dominado por mulher. 
 Lambe-esporas - Indivíduo bajulador, adulador. O mesmo que puxa-saco
. Negar o estribo - No sentido literal, retrata o momento em que o cavaleiro tenta pôr o pé no estribo do cavalo, mas este se afasta e recusa ser montado. Aplica-se a pessoa que não cumpre promessa, faltando com a palavra dada. 

 9- Adágios gauchescos – definição e uso 
Afiada que nem dentada de traíra - Faca cortante, bem amolada. Pessoa sempre pronta para atacar. O mesmo que: Afiada que nem língua de sogra. Agarrado como carrapato em costela de boi gordo - Pessoa que, por afeto, está sempre por perto, tornando-se inoportuna.
Bagaceiro que nem papagaio de zona - Indivíduo que só usa palavrão. 
Cheio que nem guaiaca de turco - Muito rico. 
Cheio que nem penico de velha - Pessoa chata, antipática, inconveniente.
Mais frio que barriga de sapo - Pessoa indiferente, insensível, desumana. 
Metido que nem piolho em costura - Sujeito intrometido, que se mete em assunto que não lhe diz respeito.    

10- Ditados típicos do gaúcho 

Cachorro comedor de ovelha, só matando
 Diz-se de pessoa que não perde um vício, tal qual cachorro que tem a mania de atacar as ovelhas e matá-las para saciar a fome, causando enorme prejuízo ao proprietário. Normalmente atribui-se a homem mulherengo. 

Duro como carne de pescoço 
Aplica-se a pessoa demasiado teimosa, irredutível, que defende suas convicções ferrenhamente e jamais cede. Expressões com o mesmo sentido: duro de boca, duro de queixo.  No caso das expressões, originam-se do comportamento do equino que não atende ao comando das rédeas puxadas pelo cavaleiro.  Frio de renguear cusco  
Ditado popular próprio da região da campanha do Rio Grande do Sul, para expressar dia de frio intenso. Renguear significa claudicar de uma pata traseira, ao passo que mancar é específico de pata dianteira. O cusco, no dicionário do gaúcho, é cão pequeno de raça indefinida. Em manhã fria de inverno, de muito frio, o orvalho endurece e cria uma camada dura de gelo, a geada, que se estende sobre a vegetação. O cão, usado na lida do campo, sente tanto frio nas patas que caminha devagarzinho, mantendo ora uma pata traseira elevada do chão, ora a outra, evitando o contato com o gelo por mais tempo, dando a impressão, para quem o olha de longe, de que o mesmo esteja rengo.  Ovelha não é pro mato Usa-se para retratar a situação de alguém que faz um trabalho todo errado por não ter o perfil adequado para a função. Trata-se de uma atividade para a qual ele não leva o menor jeito. É como se quiséssemos criar uma ovelha no meio do mato. Não é o ambiente próprio para ela. Precisa de grama, em área aberta. No mato, vai estragar a lã, espinhar-se, contrair doenças, sem encontrar a comida ideal: a nutritiva grama.  Praga de urubu não mata cavalo gordo Emprega-se para dizer que não se deve ter medo de ameaças ou pragas vindas de pessoas movidas pela inveja, cujo objetivo é tirar o lugar da gente. Representa atitude de invejosos e que por isso mesmo não deve ser levada em conta. É praga que não pega, que não liga, que não surte efeito.  

11- Ditados sobre o cavalo 
 A cavalo dado não se olha o dente Cavalo bom e homem valente, a gente já conhece na chegada. O olho do dono é que engorda o cavalo Praga da urubu não mata cavalo gordo Pra quem tem cavalo esperto, toda lonjura é perto Quem fala demais acaba dando bom-dia a cavalo Quem faz o cavalo é o dono 


12 -Dez tipos de cavalo 

O gaúcho e o cavalo são companheiros inseparáveis. Estão juntos na lida de campo, nos deslocamentos pelas fazendas, na hora de ir ao bolicho, na carreira de cancha-reta. 
 Abagualado Cavalo recém domado, portanto ainda meio chucro, que se assusta por qualquer motivo. Aplica-se a pessoa grosseira, sem cultura, de modos abrutalhados. 
 Alazão Cavalo com pelo cor de canela, com uma tonalidade simultaneamente castanha e avermelhada. 
 Aporreado Cavalo mal domado, que ficou cheio de manhas, e com isso não serve para a lida. Apesar do esforço do domador, o animal não ficou manso. Serve para adjetivar pessoa que não se adapta à sociedade, avessa aos costumes. 
 Cavalo de cego Cavalo que tem a mania de parar em todas as porteiras, parecendo que o cavaleiro está a pedir esmola de casa em casa. 
 Cavalo do comissário Cavalo que nunca perde uma carreira, uma vez que seu dono é o comissário de polícia. Na verdade, ninguém se atreve a ganhar do cavalo do comissário por medo da autoridade policial. 
 Cavalo solto das patas Cavalo bom de corrida, que corre muito. 
 Gavião Cavalo matreiro, arisco. Que não se deixa pegar facilmente. Por associação, aplica-se gaviona a mulher muito difícil de ser conquistada, tal como égua arisca. 
 Malacara Equino que, não sendo totalmente de pelo escuro, apresenta uma listra branca na testa, do focinho até o alto da cabeça. Aplica-se, figuradamente, a indivíduo de mau aspecto. 
 Maleva Cavalo que corcoveia por qualquer motivo. Aplica-se, simbolicamente, para indivíduo malfeitor, genioso, rancoroso, bandido, malvado. 
Pangaré Equino ou muar de pelo mais claro do que o douradilho, com a parte inferior da barriga e as regiões entre os membros e embaixo do pescoço de cor esbranquiçada; cavalo ordinário e inútil; cavalo magro ou de pequeno porte. Segundo Antenor Nascentes, a palavra vem do espanhol platino "pangaré", com o sentido de cavalo de cor de leão ou veado (amarelo desbotado), manso e bom para montaria. No nosso meio popular e regional, passou também a designar, de forma pejorativa,  indivíduo sem qualificação para um ofício, jogador sem habilidade, sujeito simplório.